Para Stella, com amor

5 de fevereiro de 2012 § 3 Comentários

Depois de visitar o Lists of Notes, blog  que disponibiliza listas escritas por grandes personalidades, fiquei mexida e resolvi escrever uma própria sequencia de anotações. Mas não para mim.

No Lists, o que mais me inspirou foi a seguinte história: em 1933, o autor F. Scott Fitzgerald escreveu para sua filha de 11 anos, Scottie, uma lista com Coisas Para Se Preocupar, Coisas Para Não Se Preocupar e Simplesmente Pensar.
Acesse diretamente este post clicando aqui.

Decidi fazer o mesmo para a filha de uma grande amiga, que hoje tem 3 anos. Stella está aprendendo a ler, a se posicionar diante da família e dos amigos da escola e acredito que esteja no início da percepção do mundo como um indivíduo particular.

A ideia é que ela leia esta carta aos 5 anos, aos 15, aos 20, aos 35 e assim por diante. Que ela reveja os significados de cada ponto nos diferentes da sua vida e que guarde com carinho.

Meu desejo é que além de carinho, ela tenha esta carta como um guia-não-familiar de conforto. Quando se sentir sozinha ou sem saber pra onde ir, que possa dar uma olhadinha nestas considerações feitas já com alguma experiência, conhecendo a família dela e toda sua história.

Talvez seja pedir demais, mas minhas expectativas são as melhores para este “projeto afetivo”.

A lista é aberta, dá margem para várias interpretações e algumas coisas eu copiei na cara dura do Fitzgerald.

O mais importante na realização deste projeto foi fazer tudo em apenas 1 dia. Com este prazo estipulado por mim mesma eu pude me concentrar nas ideias e ter certeza de que cada item seria bem pensado e pesado. E que depois de escritos não poderiam ser alterados.

Talvez com 30 anos eu escreva outra carta, contando ou listando mais coisas que eu aprendi.

Com 22 ficou assim:

 

Para Stella, com amor.

Coisas para se preocupar:

Independência
Coragem
Amigos
Boa alimentação
A intensidade da sua TPM
Carreira
Argumentos
Entender seus amigos
Mudanças

Não se preocupe com:

O que os outros pensam 
Homens
Voos
Prazeres
Expectativas
Mosquitos
Quem quiser passar por cima de você
Dores de crescimento
Bronzeado: haverá sempre um próximo verão
Bonecas
Tempo
Príncipes
Mudanças

Pense sobre:

Será que estou realmente empenhada em fazer o que eu quero? 

Eu sei o que eu quero?

Resultados só chegam depois dos esforços

Médicos são chatos, porém necessários

As pessoas mudam

Seu passado não reflete seu futuro.

Um beijo, 

Tendências para comunicadores em 2012

15 de janeiro de 2012 § Deixe um comentário

Final de ano é época de retrospectiva e relatórios de tendências. É o passado deixando lembranças e o futuro doido pra chegar cheio de novidades.

E se tem uma coisa que eu amo ler são esses benditos relatórios. Bem escritos, com imagens em boa qualidade, me inspiram a pensar o que eu posso fazer  para o próximo ano ter mais inovações, baseado em como as pessoas agem, consomem…

Você, assim como eu, deve ter lido muitas tendências.. JWT, FNazca, Trendhunter, Trendwatching e muitos outros nos deram algumas dicas de como proceder no próximo ano. Foi ótimo. Mas instigante mesmo foram as 100 tendências que o GOOD compartilhou com a gente para este ano de 2012.

Criado para divulgar o novo FIAT 500 com tendências para você “dirigir o futuro”, o relatório é todo feito no modelo “___ is the new ____” e conta com 5 categorias:  Sharing, Doing, Little, Personalization e Multi-tasking. E até as categorias possuem suas próprias tendências:

Sharing is the new Owning

Doing is the new Talking

Little is the new Big

Personalization is the new Curation

Multitasking is the new Single Focus

Como o carro não pode ser esquecido, em cada um dos pontos, ele aparece com dicas ou alguma frase engraçadinha. Não sei se foi a melhor solução para o carro aparecer, já que muitas vezes ele fica na frente do próximo passo. Talvez se o cursor fosse um Fiat500… enfim.

Clicando no balão amarelo, você pode ler detalhes e mais informações sobre as tendências.

Interessante é como em muito menos de 140 caracteres podemos inspirar, informar, entreter. Tudo quando temos criatividade aliada.

Aqui vão os pontos que eu achei mais interessantes. Clique na foto para ler a matéria completa sobre cada ponto destacado:

Deixo também algumas observações no ar sobre o processo de planejamento para este projeto: vamos pensar nas inúmeras conversas e acordos que o pessoal da GOOD teve que fazer com o marketing/RP da FIAT; as referências levantadas para se ter as ideias, as sugestões de layout, a FIAT empurrando o carro pra dentro deste relatório,  aprovações até chegar ao produto final.

Quantas etapas? Quantas reuniões? Quantos processos de comunicação? Quanto jogo de cintura? É difícil mensurar, só posso dizer que antes de sermos marketing, relações públicas, planejamento, mídia ou criação, devemos nos esforçar para ser comunicadores.

Em 2009, Pizza Hut. Em 2011, Dominos

28 de novembro de 2011 § Deixe um comentário

Com informações do Franchise Direct em pesquisa sobre franquias de pizza, permita-me apresentar, neste final de domingo, alguns números sobre pizzas consumidas nos Estados Unidos em 2010.

11,7% dos restaurantes norte-americanos são pizzarias. As pizzas representam 10% das vendas de comida no país. E o consumo é altíssimo. 350 pedaços de pizza por segundo. Trezentos e Cinquenta agora, e o dobro daqui um segundo! Por aí você pode ver como é importante estar dentro deste mercado oferecendo bons serviços e novidades ao consumidor.

Em 2009, me lembro como se fosse ontem, levei para uma aula da faculdade um vídeo que apresentava uma inovação surpreendente: um aplicativo que permitia você montar sua pizza pelo iPhone, fazer o pedido e ainda disponibilizava um jogo para aguardar a entrega.

Era Pizza Hut. Era divertido, diferente e transformou a maneira com que alguns norte-americanos pediam pizzas.

Para relembrar ou conhecer, assista o vídeo:

Corta. 2011. No dia 18 deste mês, a Dominos lançou o Pizza Hero para iPad. E o propósito é o mesmo: deixar mais elaborada a experiência (pobre e comum) de fazer um pedido de pizza. A Dominos correu atrás, evoluiu este conceito, preferiu lançar o aplicativo no device evoluído (iPad > iPhone) e ainda houve atualização na maneira de se comunicar com o público. Veja só:

Primeira evolução: iPhone – iPad. Com o lançamento de um dispositivo móvel com tela maior, não faria sentido limitar a experiência para a tela do iPhone, até porque não se faz nem meia ligação para lojas Dominos quando você quer fazer um pedido via app.

O aplicativo: a principal diferença entre Pizza Hut e Dominos é como o aplicativo de 2011 escancara o sentido do gamification. Prefiro não detalhar o conceito. Mas veja como no Pizza Hero pedir a pizza é um jogo contra o tempo e contra seus amigos. Fazer a pizza chegar na sua casa pode até ficar em segundo plano se você quiser apenas provar que faz pizzas virtuais mais rápido que seus amigos do Facebook e Twitter ( o que tem tudo a ver com a agilidade que a Dominos propõe em seus serviços).

No Pizza Hut o foco estava nas milhões de maneiras que tínhamos para montar pizzas e baldes de frangos. Não era legal fazer tudo rápido e sim gastar tempo prestando atenção em tudo que você escolhe pra sua comida e curtir tremer o iPhone para misturar o molho à pizza, ao macarrão ou ao frango. E o jogo, esse sim ficava em segundo plano.

A comunicação: Há 2 anos, o mundo ainda não conhecia a quarta geração de iPhones e mesmo com um volume enorme de aplicativos lançados na AppStore naquele ano, o pessoal da Pizza Hut decidiu fazer um be-a-bá para te explicar cada funcionalidade do aplicativo em um vídeo de 2 minutos e 33 segundos (só neste tempo, os americanos consomem 53.550 pedaços de pizza no país!!!) . O passo a passo funcionava quase como um manual de instruções.

E o Pizza Hero não precisou de nada disso. Deu o recado em 46 segundos, deixou todo mundo com vontade de baixar o aplicativo para saber mais de cada funcionalidade e com muito mais agilidade reparou que o público não precisa mais de manual para entender inovações via tablet.

Nós, o público: Em 2009, o aplicativo do Pizza Hut foi responsável pelo aumento de $1 milhão no faturamento da empresa, após 3 meses do lançamento. Enquanto isso, a Dominos, sem pressa, tinha apenas um mobsite com informações das lojas e cardápio. Moradores dos Estados Unidos amaram a inovação – o aplicativo é disponível apenas para os EUA – estavam dispostos a experimentar a novidade e comprovaram a aprovação nas compras.

Pense nos benefícios: pela primeira vez não era preciso falar com um atendente que poderia estar de mau humor ou errar o endereço porque entendeu errado ao telefone. Pelo aplicativo eu monto a pizza com os ingredientes que eu gosto (não preciso tirar a azeitona em casa, por exemplo), me divirto e voilà.

Passados 2 anos, a necessidade de compartilhar informação, felicidade, status e qualqueroutracoisa ficou mais urgente. Entreter na internet ficou mais difícil, os jogos chamam atenção – principalmente no iPad – e associar uma marca a uma experiência bem resolvida é um ponto positivo para empresas. E nós adoramos saber que pensaram no que nós gostamos para nos oferecer um benefício. Veio Dominos com compartilhamento, jogo, agilidade.

O que fica é a importância da evolução, da atualização de como se comportar perante ao público  (que continua consumindo pizzas em grande quantidade, mas evolui de comportamento influenciado pela quantidade de informação e tecnologia).

Quando vi Pizza Hero, pensei na hora: cópia de Pizza Hut! Mas não.. errei. É evolução. E isso é melhor do que qualquer cópia bem feita.

Boa pizza!

O slow é hype!

22 de setembro de 2011 § Deixe um comentário

Existe algo a mais em torno da câmera lenta.

Eu sempre adorei, mais por poder prestar atenção em detalhes que não são possíveis de notar com uma velocidade mais acelerada de uma ação/movimento.

Acho ótimo que agora, na publicidade, nos clipes, nos vídeos despretensiosos, a brincadeira ficou mais divertida e hype. Por isso, junto aqui 3 vídeos (lindos!) que usam muito bem a câmera lenta.

O primeiro, é um teaser para divulgar a edição de 2012 do Summadayze Festival – festival de música que acontece em várias cidades da Austrália. No vídeo, modelos lindas resolvem fazer uma guerra de pó colorido (maquiagem, talvez?). Cada mini partícula desta tinta em pó é milimetricamente filmada. A próxima edição do festival vem com o tema Colourfornia (Here I come) e a música do vídeo é a ótima Colours, do Calvin Harris.

A direção foi do Nick Thompson, que filmou com uma Phanton HD Gold.

Corta. Brasil, 2011. A Redley está com uma campanha muito caprichada para a nova coleção de verão e está investindo pesado nos filmetes. Achamos ótimo!!  Filmando também em super slow, o pessoal da Epa!Youth Marketing fez uma super apresentação, com água e tinta, para a Originals – os sneakers da Redley.

Como o primeiro vídeo da campanha, a trilha fica por conta de Florence and The Machine – Dog days are over. Mas dessa vez, numa versão super duper!

O pessoal da Epa! usou uma WeissCam hs-1.

E por último, tem Louis La Roche, no vídeo mega verão de Gimme Gimme. Uma guerra de água, com bolas, armas de brinquedo e muitos pulos em cama elástica. Algumas ressalvas: é bem verdade que os diretores  Hettie Griffiths e Rob Jarvis deixaram as meninas se molharem mais que os boys magia. E a água transparente não dá muito contraste no fundo muito claro.  Mas é um slow de respeito. Assiste aí!

Já foi um dos maiores memes da internet

28 de junho de 2011 § Deixe um comentário

Com certeza você recebeu essa imagem por email, via MSN, IRC ou ICQ. Era o que a gente tinha naquela época (2002… 2003):

"Oi Tim, você ta Vivo? Claro!" Meme que já tem mais de 7 anos oO

E agora, essa webz linda e maravilhosa atualizou o meme, que recebemos via twitter e pode ter sido replicada no facebook, msn, posterous, tumblr…:

digdin digdin digdin

 

Estamos de olho!

Pelos textos

18 de abril de 2011 § 1 comentário

Se tem uma coisa que tem me conquistado nos últimos tempos é uma narrativa bem contada.

Seja ficção ou realidade, sentir parte de uma história me dá uma sensação de liberdade. É como se naquele tempo que eu estou ouvindo uma música com boa letra, lendo um livro ou texto com boa escrita, assistindo alguém falar bem eu pudesse ser transportada àquele universo que me faz ganhar um pouco mais de conhecimento.

No começo desse mês, abri um link sobre o TEDxPortoAlegre que continha uma palestra da Rosana Hermann. Todas as palestras dos TEDs são um transporte de corpo e alma para novos conhecimentos. Decidi assistir.

(Bem, a Rosana é tchananã dessa webz linda e maravilhosa, ajuda a construir e a divulgar muito do que sabemos hoje, escreve para diversos veículos e vem de uma formação de números.)

Tinha tudo para ser interessante. E foi! Muito! A maneira como ela construiu seu pensamento, seus ganchos, a palestra. Tudo encadeado para nos levar a pensar de uma outra maneira.

Assiste aí e compartilha comigo suas impressões:

Para mim, o que mais ficou…:

‎”Quando vc desmancha o tricô, esse movimento que o fio faz de ir de um lado pro outro, é exatamente o movimento dos seus olhos quando vc desconstrói um texto. Então ler é você desmanchar pra si um tecido que foi construído para vc saber!”

…é de uma sutileza, né? Acho que desde aquele dia nunca mais lli um texto como antes.

TEDs sempre impressionam!

*

E o que tem me deixado bem “huuuummmm” também é essa parte de Electrical Storm, do U2 (que nããão rolou nos shows de SP)

On rainy days we’d go swimming out
On rainy days swimming in the sound
On rainy days we’d go swimming out

Shouldn’t We?

 

Boa semana!

That Can Be My Next Tweet!

11 de abril de 2011 § Deixe um comentário

Tente você também: http://thatcan.be/my/next/tweet/

Pronto. Estávamos morrendo de tédio no twitter, até que chega a nova diversão: That Can  Be My Next Tweet.

Muito simples: embaralhar as palavras dos seus posts e criar mil coisas nonsense e 50 que podem ter algum sentido! É tudo muito divertido! #VAMORIR

Dica do domingão!

 

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