Quanto de arte tem em você?

1 de maio de 2011 § Deixe um comentário

Oi, tô de volta!

Bom, eu não contei ainda, mas agora é uma ocasião correta: meus pais são músicos clássicos. (Lindo, né? Dá muito orgulho! <3 ) Ter mãe pianista e pai flautista já me faz ser um pouco diferente dos meus amigos da escola. Mas não é só pelo título. É pela arte que era tão viva lá em casa (Ninguém morreu. Eu é que não moro mais com eles, que já estão separados, inclusive).

Ser músico dá muita pompa. Sensação de glamour. Músico clássico então, que respeita uma série de normas durante as apresentações, parece ter mais magia envolvida.

Mas a verdade é que quando eu morava com meus pais… era música clássica quase o dia inteiro. E olha que eu nem peguei a fase mais braba de estudos do casal. Meu pai conta que estudava 9 horas por dia. NOVE HORAS POR DIA além da faculdade. E estudar não é tocar uma sinfonia a cada hora. É repetir notas, fazer exercícios, treinar respiração – no caso dos sopros – exercitar as mãos – no caso dos pianistas.

Por trás de todo talento e dom tem muito muito estudo.

Mas esse post não é pra isso. Eu falava das artes lá em casa. Sim, era tudo tão vivo, tão presente. Era o cotidiano da família. Exemplo: quando eu acordava nos finais de semana, meu pai me fazia dar um beijinho no cd do Tio Pavarotti.

Depois, eu fui morar com a minha mãe em Minas, e ela, além do piano, dava aula de História da Arte. Livros e mais livros abertos na grande mesa da sala com pesquisas, gravuras, imagens.

Sempre estudei música. Piano primeiro, violão, uma passagem breve pelo violino, flauta transversa e canto. Mas sempre estiveram entre as aulas de inglês e voley. Nunca profissionalizei nada.

Agora, o que eu tenho de arte é meu violão, que é requisitado para festas no apartamento e de amigos. Tenho minha flauta transversa que… está parada por muito tempo mas ainda não enferrujou (pai, se você ler isso, tô cuidando super bem dela!), e tenho a cantoria, que não largo por nada do amadorismo do banheiro e saraus com os amigos.

**

Hoje eu fui ao Concerto Manifesto (Concerto tocado pelos músicos demitidos da OSB e amigos. Eu não vou ousar me estender no tema. Sei muito pouco e tenho partido tomado dos músicos. Por favor, procure sobre a Crise na OSB no Google, se quiser saber mais do assunto.)

Um concerto emocionante, com um público extasiado. Um cheiro de renovação por toda a parte. Um clima inspirador de recomeço. Assistir ali, aquela arte, aquele som, aquela união, me fez questionar mil vezes: Cadê a minha arte? 

Você, onde tem guardado a sua?

Eu não sei… vou tentar descobrir e renovar nesses dias que vem. Preciso de um oxigênio criativo, umas saídas inspiradoras, pessoas instigantes. Sabe? Me entende?

A minha arte está tímida. Preciso de umas NOVE HORAS de exercício diário para apresentá-la dignamente ao mundo.

Bom domingo!

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