meu mar entrou no oceano do mundo. Bem-Vinda, LemeNeon!

23 de fevereiro de 2015 § Deixe um comentário

Veja, estou passando por um momento particular na minha vida:
Como publicitária já atuei em muitos campos da comunicação. Desenhei, criei e negociei aplicativos de iPad lá em 2009, no lançamento do iPad. Trabalhei com musicbranding e também fiz a criação de grandes eventos para a Prefeitura de Florianópolis. Desde que cheguei a SP trabalho com freelancer para agências de branding.
Mas desde que cheguei a SP, fevereiro de 2014, busco um emprego regular, em agências de propaganda, de eventos. E fiz muitas entrevistas até agora. Conversei com muitas pessoas que me perguntam por que eu quero voltar a trabalhar numa empresa.
Os motivos de uma remuneração regular e a volta de trabalhar diariamente com pessoas são sempre bem compreendidos. Mas no final, eu vejo que me chamam para entrevistas de emprego para que eu possa contar ao vivo tudo que está no meu currículo. As pessoas ficam felizes, abrem um sorriso lindo, perguntam porque me mudei tanto de cidade, me chamam de corajosa. Mas nunca me dão o emprego. A cadeira. O trabalho.
Na semana passada, na última entrevista que fiz, a diretora de planejamento de uma agência de eventos disse que não ia me contratar porque não queria tirar minha liberdade. Não queria ser a responsável por cortar minha mobilidade no mundo e que uma cadeira dentro de uma agência ia me frustrar em 1 mês.
Não foi por falta de falar, convencer. Deixei claro o meu desejo, meu empenho e disse que não me frustaria com projetos marcantes e impactantes. Não adiantou. Voltei para casa, como faço há 1 ano, pensando por que querem tanto me conhecer, mas não me contratam.
“Adoro quando você fala sobre suas mudanças e seus projetos são incríveis! É um ótimo portfolio. Mas aqui a gente é quadrado. E você não se enquadraria.”
Ao mesmo tempo que eu fico feliz pelo elogio, vejo que tudo é uma ilusão. É uma ilusão ser um triângulo num mundo de quadrados. É uma ilusão ter buscado a circularidade que tanto pregam nos artigos (nacionais e internacionais) pela internet e revistas a fora. O discurso todo que eu consegui absorver e implementar na minha maneira de trabalhar é bullshit. É uma retórica sem fim. Dentro das empresas onde está o prestígio, a mídia, o suposto sucesso, as pessoas supostamente incríveis, triângulo não se encaixa.
Então, num mundo tão diverso quanto o planeta Terra, por que os responsáveis por influenciar a compra e o processo de decisão diário ficam na defensiva para conviver com um triângulo? Vejam, eles já se admitem quadrados internamente. Mas nos blogs especializados e nas revistas de inovação (risos), os quadrados encapuzados são o supra sumo da diversidade.
Já pensei em me disfarçar de quadrado em uma próxima entrevista para ver se consigo entrar neste ecossistema um tanto quanto peculiar. Talvez eu me frustrasse mesmo. Ou cortaria uma quina de alguns quadrados e transformaria-os em triângulos. Seria incrível.
Mas meu plano é outro.Por isso agora sigo em solo, conhecendo e reconhecendo pessoas interessadas em novas formas. Em qualquer forma. Em tudo quanto é forma.
Sigo abrindo um novo caminho, com um guia inspirado no fazer e proporcionar o que há de novo e instigante para este mundo em transição. Meu guia e meu novo chamam-se LEME NEON.
LEMENEON não define eventos. Cria experiências. Promove sensações. Abraça o encontro. Incorpora e dissemina o conhecimento.
Meu mar é desafiador e brilhante, não acham?
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Pensamentos de natureza sobre o hyperlapse

25 de setembro de 2014 § Deixe um comentário

Esse aplicativo Hyperlapse é uma coisa engraçada, né

Na verdade é bonito, é bem legal. A estética fica boa. O trânsito fluindo visto do alto andar de um prédio, o trajeto na marginal tietê livre (devia ser domingo), o cachorro correndo pra pegar e trazer um pedaço de tronco mil vezes. Foram alguns dos vídeos que assisti. É interessante. Fica bonito, sim.

Mas será que já contamos o tempo pelo hyper?

Não tem uma vez que eu assisto os vídeos e não pense: se estivesse em tempo normal, eu teria assistido até o final? Você teria? Eu já me peguei adiantando a barrinha do youtube alguns segundos muitas vezes durante o mesmo vídeo pra ver o que ia acontecer. E olha que era apenas um registro desses de cachorro. normal. Preciso fazer tanta coisa, não tenho tempo de ficar vendo videozinho bobinho, sabe? Que ilusão. Se clicou pra ver, já decidiu que tem tempo. Se estava lendo alguma coisa que dá brecha pra aparecer esse tipo de vídeo, tá assumindo que pode se distrair.

o que passou aqui? não deu tempo de ver....

o que passou aqui? não deu tempo de ver….

Me preocupa essa coisa de contar o tempo pelo hyper.

Já estamos tão ansiosos, depressivos, sem água, sem humor e que vontade é essa querer se adiantar ao tempo? Queremos que chegue logo. O fim do vídeo, a resolução dos problemas, a idade certa, o lugar ideal. A cabeça trabalha cada vez mais rápido. Aceleramos o pensamento com a sensação de que o tempo dura mais. Eu assisto assim, esses vídeos rápidos, e parece que eu nem parei de trabalhar. Bullshit que você diz pra você mesmo e pro mundo.

Contar o tempo pelo hyper é perder a noção do tempo da natureza. Fila, espera no whatsapp, conversa que leva tempo, cura da gripe. Nada se dá no tempo que você gostaria. Nada é páreo para tua mente que não pára (acento pra sempre! <3 ) e das duas uma: ou cria um monte de situações sobre o que pode estar acontecendo durante a espera (e na maioria das vezes é nada), ou você já não presta atenção em nada do que o outro diz, pois sua cabeça já está pensando em outra coisa. E tem gente que diz que isso é ser trendsetter, pensar a frente, ser inquieto. Nunca vou compactuar que isso pode ser bom. Somos natureza!

A estética da natureza fica boa mesmo nesse hyperlapse.
Mas por favor, só a estética.

Comunicar é Preciso – E o planejamento?

16 de outubro de 2012 § Deixe um comentário

Faz tempo que eu quero postar esse texto meu aqui.

É uma reflexão sobre o papel do planejamento na publicidade hoje. É bem pessoal e quis compartilhar pois tenho visto tanta gente pensando na mesma direção, que agora acredito que a informação pode ser útil e que a opinião pode gerar uma conversa interessante.

Bom dia e boa semana a todos!

Investimento em monólogo. Poderia ser tendência para o teatro, mas é publicidade. Por anos, a emissão da mensagem foi mais importante do que a interação. E esse sistema foi sustentado principalmente pelo triângulo das velhas mídias: TV, Rádio e Impresso.

Mas, investir nessas três pontas não configurava aposta arriscada e sim um tiro acomodado. Após consideráveis evoluções tecnológicas e comunicativas, o triângulo não é uma peça que se encaixa facilmente, se você precisar construir confiança, proximidade, surpresas e lembrança.

Mas por que grandes marcas apenas falam, falam, falam até hoje?
Algumas hipóteses para encarar este comportamento de frente:

– Usamos definições que restringem a análise do público e dificulta o entendimento de PESSOAS.
Ainda somos “A,B ou C 20-29 anos” para muitas empresas. A estagnação destes conceitos trava o conhecimento para enxergar novos comportamentos.

– Estamos acomodados em padrões de mídia.
Vivemos em uma época na qual nossos avós criam sites. Meu avô é um deles. Diante disso, existe alguma certeza?

Qual é então a grande aposta?
Sugestões para um novo ecossistema no planejamento.

Criar uma rede de estudos em um círculo sustentável. Aliando pesquisa, mídias e pessoas, chegamos aos seguintes pontos:

Público: Identificar novos padrões de consumo e interação. Aprender a lidar com comportamentos que não existiam anos atrás.

Marca: Saber exatamente cada ponto do cliente e analisar a concorrência para melhorar serviços e produtos.

Conhecendo bem, e de uma nova maneira, público e marca, é possível convencer realizar ações específicas nas seguintes áreas:

Inovação: Apostar em novas formas de persuasão. Alcançar a tendência.

Rádio | TV | Impresso: Continuar a comunicação, porém integrá-la ao mix de mensagens.

Novas mídias: Entender novas plataformas. Criar propósitos para que a marca se posicione em determinados veículos.

Porque isso é bom?
Benefícios de um sistema circular

Estamos mais sociais. E isso vai além de estarmos cada vez mais nas redes sociais.  Produzimos shows, sustentamos uma rede de camisetas e financiamos projetos. Nosso poder está acima do que qualquer estilo de vida imposto por qualquer marca. Como planejamento, buscar a solução dos problemas em um modelo que está em constante evolução é inspiração diária. Trabalhar para surpreender em novas plataformas compreende mais estudo e mais satisfação. Marcas são aliadas. Servir para vender. Entender para comunicar.

Anotações achadas em 18/06

18 de junho de 2012 § Deixe um comentário

Eu anoto muitas coisas em papeis. E tem vezes que não dá pra ficar guardando.

Por isso, vou passar para cá as anotações importantes. São aleatórias. Coisas que ouvi, que eu vi na internet, que eu li em algum lugar. Vamo lá:

MARCA sai e pensa em plataformas. Trabalhando com conteúdo e não com textos atrativos.

Gestão de marcas querem entender como usar esses recursos.

Como posicionar o bem de entretenimento?

(Acho que foi de um podcast da ESPM que eu ouvi com o João Figueiredo da Silva)

I’m so stupid

13 de junho de 2012 § Deixe um comentário

“When you are putting a show together is like..  life during more time.

everyone has to pay attention

no one can fuck up

I wish I could live with this kind of mind set all the time

I love it

I love the energy

and I love the idea that we are creating something together. there is a unity.”

 

madonna.

30 dias para Buenos Aires

20 de maio de 2012 § Deixe um comentário

No dia 12 de abril de 2011 eu escrevi aqui sobre sonhos e ambições.

Deixei registrado meu atual sonho: Buenos Aires.

Pois bem (essa expressão sempre me lembra o meu avô), Buenos Aires era um sonho complicado na época. Eu era estagiária e já morava sozinha (eu moro em um apartamento com mais 3 amigas, o NossoApê) então não sobrava muito dinheiro para gastar em viagens. E outro fator que deixava os hermanos bem longe de mim é o meu medo de avião.

Eu tinha feito um parágrafo longo contando mais sobre ele (o medo). Depois diminuí e só ficaram algumas linhas. Então eu apaguei porque realmente não quero registrar essa fobia. Ela vai passar. 

O grande lance é que 2012 chegou e em quase 6 meses eu aprendi mais do que eu imaginava. Não sendo mais estagiária e tomando uma bela dose de coragem (impulsionada por amigos, sempre, e também por uma promoção de passagens aéreas), cá estou, de data marcada para conhecer meu atual sonho, os Bons Ares.

Vou tentar me hospedar via couchsurfing e no mais, todas as dicas são bem vindas. Ainda preciso montar um roteiro e saber melhor o que vale a pena ver. Quero passar em algumas agências de publicidade e escolas.  Ir ao Uruguai também está no roteiro. E tudo vai se encaixando.

Dia 20 de junho.

Até lá, vamos nos falando. :)

Comunicar é Preciso.

27 de abril de 2012 § Deixe um comentário

Eu não sei se isso é antigo ou não, mas li outro dia uma teoria curiosa:

Você sabe por que carros possuem freios?

É, para frear. Essa é a primeira resposta que vem à cabeça. A automática. Pronta e moldada.

Mas essa deveria ser a segunda opção.

Carros possuem freios para que nós possamos correr. Se não tivéssemos como parar um carro (subitamente ou não), andaríamos todos muito devagar para evitar acidentes.

Pode não ser a coisa mais genial que você ouviu nos últimos tempos. Certamente alguns dos seus retuites já mereceram este crédito nesta semana. Mas este não é o ponto.

O negócio é o seguinte: disse que sua primeira resposta deveria ser a segunda. Mas minha nova primeira opção de resposta veio de uma nova pergunta:

freios são utilizados em que situações?
Quando estamos diante de um sinal fechado, quando estamos em alta veloc… OPA!

Por meio de outra pergunta concluí uma resposta mais interessante para a pergunta original.

Eu sei, você já leu em todos os livros de publicidade e comunicação que é preciso olhar qualquer situação por pontos de vista diferentes, pesquisar outras soluções, sair dos vícios.

Não tenho dúvidas de que este é o caminho. Mas eu acredito que todas essas alternativas, além de representarem uma segunda fase de um processo, criam uma ansiedade por encontrar sempre a resposta correta olhando sempre a mesma pergunta.

POR QUE UM CARRO TEM FREIOS?
-> Novas possibilidades (respostas?)
-> Pesquisas sobre carros (respostas?)
-> Outro ponto de vista (respostas?)
-> Novas soluções (respostas?)

Vivemos todos os dias ansiosos demais. O email importante que não chega; o trabalho que eu não consigo mudar; o sábado que não tem programação definida… e deixe sua ansiedade alocada aí.

Se você tem uma questão/problema para resolver, seja prudente, calmo o bastante para pensar em outras perguntas, que te levem a outras respostas.

POR QUE CARROS POSSUEM FREIOS?
-> Como um freio funciona? (pesquisa)
-> Quais situações faz um carro frear? (outros pontos de vista)
-> E se um carro não freasse? (novas possibilidades)
-> Existem outras maneiras de parar um carro? (novas soluções)

UFA, agora sim!

Tempo e espaço para

esquematizar
perguntar
responder
ponderar
solucionar

É a minha percepção.

Comunicar dá trabalho. É arte. Não é ciência exata. Não combina com pressa, muito menos ansiedade. O dia a dia no trabalho é cruel, o tempo é curto e estamos sempre apertados (no prazo, na mesa) e isso é uma pena, mas se nos condicionarmos a pensar deste jeito (perguntando), chega uma hora em que o negócio flui sem entravas.

Meu ponto é: além de ser criativo e mais inteligente em suas respostas, trate a comunicação como um saber. Comunicar é difícil. Dê valor, arregace as mangas e se proponha a torrar a cabeça “comunicativamente”

Para resolver um problema de comunicação, comunique-se.

É minha bandeira: Comunicar é preciso (sim, assim como Navegar é Preciso e Viver Não é Preciso).

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